Essa é uma carta sobre o último episódio da temporada. Sendo o último, eu já esperava algum tipo de inovação, uma mexida na fórmula, a sensação de não saber exatamente o que estava acontecendo. É sempre assim. E dentro de uma série sempre fiel à sua fórmula, é o momento pelo qual eu sempre espero, toda temporada!
Agora, eu não sei bem qual era a intenção de vocês com esse episódio. House já é uma série depressiva o suficiente. Se o objetivo era fazer quem estivesse assistindo morrer de chorar e querer cortar os pulsos, vocês chegaram bem perto!
Tirar a Amber do coma só para que o Wilson pudesse se despedir originou a sequência mais triste da televisão nos últimos anos. Pode deixar que eu farei questão de enviar e-mails revoltados a quem interessar possa se o Robert Sean Leonard não ganhar, no mínimo, uma indicação ao Emmy/Globo de Ouro. Dêem um aumento ao cara, por favor.
E o House? Ai Deus, o House! House evita se importar com as pessoas porque isso afeta seu profissionalismo e agora a gente sabe que todo o esforço pra não gostar de ninguém ( e eu acredito que seja um esforço), deixa o cara num estado miserável. Ouvir o House dizer com todas as letras que é infeliz e que não quer voltar a viver porque dói demais foi um momento que eu não precisava na minha vida nesse momento.
Por favor, respondam a essa carta me dizendo que o Wilson vai perdoar o House nos primeiros 5 minutos da próxima temporada. Eu sei que ele está bravo e tudo mais, mas de todas as coisas que o House já aprontou, eu penso que essa é uma das menos piores. Ok, talvez não uma das menos piores, afinal a mulher só entrou no ônibus porque ele não quis colaborar, mas o cara tomou um choque direto no cérebro pra tentar salvar a namorada do amigo! Até onde eu sei, deixar alguém abrir sua cabeça e te dar um choque no cérebro é prova suficiente de amizade. Então, por favor, Wilson e House de volta o mais rápido possível, please!
No mais, eu pediria episódios menos tristes porque obviamente a série de vocês é boa o suficiente pra fazer com que eu me importe como se eles fossem pessoas de verdade, então menos sofrimento!
Atenciosamente,
Ju

