Temporada de Pilotos: Pushing Daisies

Pushing Daisies

PUSHING DAISIES é uma festa para os olhos: essa é a primeira informação que você tem que ter sobre a série. É verdade que toda a cor quase beira o irritante, mas nunca ultrapassa essa linha, e também serve ao propósito de tornar uma série sobre um tema sombrio algo leve e divertido de verdade.

O “conto de fadas forense”, como foi definido pela própria emissora, trata do padeiro Ned que tem o poder de trazer os mortos à vida com um toque. O dom, no entanto, também tem seu lado ruim: se o ser ressuscitado por ele fica vivo por mais de um minuto, outro coitado tem que morrer para compensar; e uma vez de volta à vida, Ned nunca mais poderá tocar a pessoa beneficiada novamente, porque aí ela morrerá (de novo! E de vez!).

Ele usa seu dom bizarro, em sociedade com um detetive, para ressuscitar vítimas de crimes, perguntar o que foi que aconteceu exatamente, e abocanhar a recompensa. Não é uma das coisas mais nobres do mundo a se fazer, é verdade, mas isso não diminui a simpatia do personagem principal; afinal, se fosse você, eu duvido que você também não se aproveitaria, e, no fim, as pessoas “usadas” por eles já estavam mortas pra começo de conversa. (Eu sei que isso soou horrível, mas eu sou uma pessoa boa de verdade, eu juro!)

Sim, você não está enganado, o básico do enredo lembra demais Dead Like Me e, segundo o que eu andei lendo, o programa foi concebido como um spin-off de Dead Like Me. Mesmo com a assinatura do mesmo criador, Brian Fuller, o Piloto de Pushing Daisies é bem menos macabro, tem momentos engraçados e diálogos muito acima do nível que se vê na TV atualmente. E a série tem tudo para dar uma aula em romances televisivos: esqueça o blábláblá de problemas bobos de relacionamento em Grey’s Anatomy e afins! Aqui o buraco é mais embaixo: Ned ressuscita sua namoradinha de infância, deixa que ela fique viva por mais de um minuto, mas os dois nunca mais poderão se tocar porque ela morreria. Aposto que seu namorico com o McDreamy não parece agora tão problemático assim, né, Meredith?

Diferente de REAPER que, eu penso, vai ter dificuldade de se manter por uma temporada inteira sem se tornar repetitiva de doer, PUSHING DAISIES parece que vai abordar o sobrenatural (e o estranho. E o mórbido. E o humor negro politicamente incorreto que eu A-DO-RO!) de um ângulo diferente, que se permite espaço suficiente pra crescer.

Definitivamente na minha lista de séries pra se ver esse ano.

1 Response to “Temporada de Pilotos: Pushing Daisies”


  1. 1 Julia agosto 15, 2007 às 12:25 am

    Tá na minha listinha também, coooom certeza! Amei a série e já fiz minha mãe se apaixonar também. Uma coisa que eu achei bem legal é química do casal em cena, não é sempre que isso acontece. E eles não podem se beijar na série, mas pra compensar ela deu um beijão nele na Comic-Con. Ela que é esperta!


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