Friday Night Lights: quanto uma série pode te fazer chorar?

A resposta é: muito! Vou confessar que já tinha derramado algumas lágrimas por cortesia de Eric Taylor uma ou duas vezes. Espero que vocês não me julguem por isso, mas qualquer pessoa que já tenha assistido à série vai entender. A série é linda e, basicamente, honesta o suficiente pra fazer com que você chore sem se sentir mal. Por “honesta” eu quero dizer que quando um personagem precisa dizer algo que, em qualquer outra situação, pareceria brega ou sentimentalóide, ele diz sem pedir desculpas e você percebe que é de verdade. Ainda não descobri se é o texto ou se são os atores.

ANYWAY, o episódio dessa semana “Hello, Goodbye” foi o último do Brian “Smash” Williams. Numa atitude raríssima (eu, pelo menos, nunca vi!) uma suposta “série de adolescente” abre mão de um personagem essencial porque ele vai pra faculdade e a estória se passa no colégio. E foi lindo!

No final da temporada passada, Smash perdeu a bolsa de estudos que havia conseguido; quando essa temporada começou, nós fomos informados que ele machucou o joelho gravemente. Estaria Smash perdido, você poderia perguntar? Mas é claro que não! Porque o Smash tem o Coach Taylor por perto!

Eu já cansei de falar aqui que Kyle Chandler é extremamente injustiçado. Ele só não é mais injustiçado que Michael C. Hall. Ele vem merecendo, no mínimo, uma indicação a alguma prêmio importante desde que a série começou. E nesse episódio, quando Smash vai até a casa do técnico para comunicá-lo que ele foi aceito na faculdade (porque foi o técnico quem acreditou nele mais do que ele acreditava), nesse momento eu tive certeza que ele não só merece a indicação como ele também merece o prêmio. Eu não preciso convencer você disso, assista a alguns episódios e depois venha me contar!

E o Matt? E o Matt, Deus meu? Matt Saracen, o jogador por quem ninguém dava nada que levou o time da escola ao título estadual na primeira temporada, agora tem que competir com uma máquina de jogar futebol de 15 anos de idade. E isso é uma coisa também corajosa da série porque o herói deles, nosso herói, na verdade, não é mais que um jogador razoável bem treinado. Ele não é um espetáculo do futebol, como o menino novo parece ser, e o técnico sabe disso. E eu sei disso também, e me dói porque a essa altura eu já estou certa que esse povo todo é de verdade e eu me importo.

Eu quero que a Tyra e o Landry fiquem juntos como amigos ou não; eu quero que o Matt se entenda com a mãe e perdoe a Julie; eu quero que o Riggins faça a escolha certa e decida não ser como o pai e o irmão; eu quis demais que desse tudo certo pro Smash e deu. E a cena final, com os garotos do time jogando uma última partida de futebol dentro do estádio vazio, com algumas cervejas do lado, me fez chorar de soluçar. Porque eu me importo.

Seria esse um sinal de que eu estou louca ou de que a série é boa de verdade?

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