Archive for the 'Grey’s Anatomy' Category

Grey’s Anatomy: lições de como se tirar uma série da lama

Ano passado, eu odiava Grey’s Anatomy. Não consegui assistir a todos os episódios, tinha ódio do pouco que via e amaldiçoava o dia que Shonda Rhimes decidiu que o programa era só dela e ela podia fazer o que quisesse com ele. Porque, até a duas temporadas atrás, eu adorava Grey’s Anatomy. Sim, a Meredith é chata e neurótica e é um novelão clássico, mas era bem feito. Era bem escrito. Me fazia chorar.

Já tinha desistido da série quando me aconselharam a dar outra chance. Melhorou, meus amigos me disseram, melhorou de verdade. E eles estavam certos.

O jeito que essa nova temporada começou me dá a impressão de que a série tentou apagar a temporada passada da sua existência. Izzie e George nunca existiram. Enfermeira Rose nunca existiu. Lição n.1 para se recuperar de uma fase negra: não cutuque demais o que não deu certo, não tente consertar, finja que nunca aconteceu e siga em frente. Alguém pede pro pessoal de Heroes anotar isso, por favor.

Os episódios voltaram a ser engraçados, que era o que eu sentia falta no meio de todo aquele dramalhão. Pra mim, o sinal mais claro de que a série entrou nos eixos de novo foi o momento que a Meredith deixa um rim cair no chão no meio de um transplante e a Dr. Bailey grita sobre a “regra dos 5 segundos”. Depois, tudo dá certo. Na temporada passada, eles fariam com que a cirurgia desse errado, a Meredith levaria uma bronca de todas os seus superiores e um arco de três episódios especiais mostraria a luta de Meredith para sobreviver depois que ela tentasse tirar um rim DELA MESMA para compensar seu erro, com participações especiais de todos os personagens que já morreram na série. Vocês duvidam?

Basicamente, a série voltou ao seu começo de não se levar tão a sério. Pra mim, o que mais irritava nesse “período sombrio” era ver a tentativa desesperada de deixar a série mais relevante do que ela realmente é, criando uns conflitos bestas e umas estórias sem pé nem cabeça, tendo o romance da Izzie e do George como o grande exemplo: era desnecessário, surgiu do nada e ninguém entendeu.

É uma série sobre médicos que dormem uns com os outros. Não é primeira e nem vai ser a última. Mas voltou a ser super divertido!

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Um post sobre (quase) tudo.

Prison Break: “Call Waiting”
Quando o Michael percebe que sua Sarah querida está realmente em perigo, ele semi-surta. Eu não gosto do Scofield surtante, prefiro o gênio bloco de gelo que consegue resolver absolutamente tudo só de encarar uma pessoa por mais de 5 segundos. Foi um episódio em que nada de muito interessante aconteceu, mesmo. Agora, o Lincoln resolveu voltar a agir como o Lincoln que a gente tanto gosta: bate primeiro, pergunta depois. E me coloque no time das pessoas que estão torcendo para que o Lincoln e a Moça-Malvada se peguem de uma vez! Yay!

Heroes: “Lizards”
Enquanto Peter passa o episódio inteiro sem camisa, Hiro substitui seu herói Kensei ao salvar um vilarejo, mas o Kensei verdadeiro meio que morre. Morre do jeito “Heroes” de se morrer, ou seja, morre mas depois não está tão morto assim. Detalhe: Kensei também tem poderes de regeneração. Claire resolve explorar os limites dos seus poderes, Mohinder ainda é chato (mas charmosérrimo!) e o Haitiano está de volta. Mama Petrelli é a próxima vítima na lista do Exterminador de Heróis da vez; e o Peter? Continua sem memória. E sem camisa. Episódio mais ou menos, mas naquelas: mesmo quando é meio boboca, e rouba descaradamente de Arquivo X, ainda diverte.

Grey’s Anatomy: Love/Addiction
Quero tirar uma coisa do caminho: a Izzie é a coisa mais insuportável nessa série. Eu odeio a Izzie. E eu adorava a Izzie até a temporada passada. Mas agora? Morra, Izzie. Foi um episódio legal, com alguma interação entre Mark e Derek, que é a parte que eu estou mais interessada em ver: Grey’s Anatomy peca por não desenvolver os personagens masculinhos, na minha opinião. Nada contra ser uma série sobre mulheres, mas eu acho que esse não era o objetivo da coisa no começo da série. Mama Burke volta para buscar as coisas de Preston com a Christina e agora é o fim dessa história mesmo. Tem um blahblahblah sobre o George e a Izzie, mas eu resolvei bloquear, meu cérebro se recusa a computar. Meredith abre o jogo com a meia-irmã: ela não quer conhecer a garota e fim. E a Bailey que todo mundo ama está de volta! Digam YAY!

Brazil’s Next Top Model
Eu gostei. Talvez estivesse esperando uma catástrofe tão grande que os comerciais exagerados não me ofenderam tanto assim (mas sério, Sony, se for pra inserir a propaganda, por favor, de forma mais discreta, ok?). A apresentadora não tem o mesmo carisma de Tyra e os jurados não são tão malvados. Mas eu achei digno da versão original e obviamente vou assistir toda semana pra ver quando as brigas vão começar.

Dr. Burke deixando Seattle Grace

Noticiado pelo Ausiello e também pelo LiGado em Série, Isaiah Washington foi oficialmente demitido de Grey’s Anatomy.

Não me levem a mal, eu gostava do Dr. Burke e o relacionamento dele com a Christina era mil vezes mais interessante que Meredith/Derek. Mas o Isaiah Washington era meio maluco, e o fato de que a criadora da série se recusava a admitir que ele tinha cometido um erro ao se referir à outro colega em termos depreciativos só piorava a situação.

Pense antes de abrir a boca, Sr. Washington!

Grey’s Anatomy: de um extremo a outro em menos de uma temporada

(esse post tem spoilers dos epísódios ainda não exibidos no Brasil)

Eu finalmente terminei de assistir à terceira temporada de Grey’s Anatomy esse fim de semana e me encontro sem palavras. Mas não de um jeito legal como se eu estivesse em choque pela maravilha que eu presenciei, mas mais porque eu me pergunto: o que exatamente acontenceu com essa série?

De tapa-buraco de midseason na primeira temporada curtíssima à queridinha absoluta de público e crítica na segunda temporada sensacional, Grey’s Anatomy virou referência de cultura pop, inseriu palavras no vocabulário dos seus fanáticos e era comentada por todo mundo! Novelão? Sim, sem dúvida, mas era divertidíssimo. Como a série se tornou a coisa mais sem pé nem cabeça do horário nobre americano, eu não tenho certeza, mas eu tenho minhas apostas.

A criadora da série, Shonda Rhimes, foi responsável por pérolas como Crossroads e O Diário da Princesa 2; portanto, não me chamem de injusta quando eu digo que seu trabalho anterior à Grey’s não era uma coisa da qual se orgulhar. Mas ela conseguiu montar uma série recheada de personagens interessantes, com diálogos inteligentes e situações com as quais as pessoas conseguiam se identificar. E aí, ela começou a ser elogiada e a recolher prêmios e eu só posso presumir que tudo subiu à cabeça e ela passou a se achar a última bolacha do pacote criativo da TV, e que ela poderia escrever qualquer coisa e as pessoas simplesmente assistiriam.

Por exemplo, quando o arco de Izzie e Denny começou, as pessoas batiam na tecla de que ninguém se apaixonaria daquele jeito, naquela rapidez, por alguém com quem fosse envolvido profissionalmente; veja bem, a Izzie deveria ter sentido algum tipo de conflito com relação aos seus sentimentos por um paciente, mas não. Izzie é mulher e mulheres, segundo a Shonda Rhimes, não podem agir racionalmente.

E é à partir da morte do Denny (também conhecido como Papa Winchester) que Izzie se transforma em uma mulher neurótica, ciumenta, mesquinha e eventualmente, dorme com o George, seu melhor amigo que, por acaso, é casado. Vou ser sincera com vocês, eu me desliguei de Grey’s quando a Izzie e o George dormiram juntos. Sim, eu até aguentei toda a estória ridícula da Meredith à beira da morte, mas no momento que a criadora da série faz com que dois dos seus personagens principais passem a agir de forma totalmente contrária àquela que foi apresentada até então só pra se adequar às idéias malucas de amor romântico dela, eu me sinto no direito de desistir.

Esse é, na minha opinião, o maior problema da série: não é a mesma série! Onde já se viu George O’Malley ser o maior garanhão do hospital? Seriously? E qual a utilidade de se criar uma personagem interpretada por uma mulher mais curvilínea se ela vai ser trocada pela magrela loira e peituda?

E eu não vou nem falar da Meredith! Nota para Shonda: se você precisa fazer sua protagonista comer o pão que o Capeta amassou para que as pessoas simpatizem com ela, você tem um problema, não uma série de sucesso. E a Addison, que era a pessoa mais legal naquele hospital (depois da Christina!) vai ser mandada embora, devidamente transformada em uma mulher boba apaixonada. Ela era a Addison, ela era tudo que a Meredith NÃO era e agora você faz ela falar com elevadores e ser perseguida por bonitões nas escadas de uma clínica? Reciclagem é bom até certo ponto!

O Spin-Off de Grey’s Anatomy

Kate Walsh, nossa querida Addison do Grey’s Anatomy (também conhecida como “a única personagem, além da Christina, que não se tornou insuportável”), foi a entrevistada do talk show da Ellen DeGeneres. Como ninguém sabe ainda se o tal do spin-off vai sair ou não, a Ellen decidiu ligar para o presidente da ABC e perguntar quais eram as chances de Kate ter o próprio show. Para o desespero de muitos (eu ainda não vi, então não vou me manifestar), ele disse que “Ela tem grandes chances.”

Para ver o vídeo, clique aqui.


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